
O câncer de tireoide é, na maioria das vezes, do tipo papilífero, de crescimento lento e com prognóstico favorável. O tratamento principal é a cirurgia, complementada em parte dos casos por iodo radioativo e sempre seguida de acompanhamento.
Quais são os tipos de câncer de tireoide?
- Papilífero: cerca de 80% a 85% dos casos. Pode se espalhar para linfonodos do pescoço.
- Folicular: menos comum; o diagnóstico definitivo muitas vezes só vem após a cirurgia.
- Medular: origina-se de outras células da tireoide e pode ter origem hereditária. O exame de calcitonina ajuda no diagnóstico.
- Anaplásico: raro e agressivo, exige avaliação rápida por equipe multidisciplinar.
Como é feito o diagnóstico?
O caminho mais comum começa com um nódulo na tireoide visto no ultrassom, seguido de punção. Antes da cirurgia, o ultrassom do pescoço avalia os linfonodos, o que define a extensão da operação.
Como é a cirurgia?
- Lobectomia: retirada de um lado da tireoide, opção para parte dos tumores de até 4 cm sem outros fatores de risco.
- Tireoidectomia total: retirada de toda a glândula, indicada em tumores maiores, com extensão para fora da tireoide, metástases ou quando o iodo radioativo é planejado.
- Esvaziamento cervical: retirada dos linfonodos de uma região do pescoço quando há comprometimento confirmado ou em situações específicas.
Detalhes da técnica, dos riscos e da internação estão em cirurgia de tireoide em Goiânia.
E depois da cirurgia?
O resultado da biópsia define o risco de recidiva e orienta os próximos passos: reposição de hormônio, eventual iodo radioativo e acompanhamento com ultrassom e exame de tireoglobulina. O acompanhamento é feito em conjunto com o endocrinologista.
Recebi o diagnóstico. E agora?
Leve à consulta todos os exames de imagem, o laudo da punção e, se possível, as lâminas. Para quem mora fora de Goiânia, é possível começar por envio de exames e teleconsulta.
Perguntas frequentes
Câncer de tireoide tem cura?
A maioria dos cânceres de tireoide é do tipo papilífero, com prognóstico favorável quando tratada de forma adequada. O prognóstico de cada caso depende do tipo, do tamanho, da idade e da presença de metástases.
Todo câncer de tireoide precisa de iodo radioativo?
Não. O iodo é indicado conforme o risco de recidiva. Muitos tumores pequenos e de baixo risco dispensam esse tratamento.
Existe acompanhamento sem cirurgia?
Para microcarcinomas papilíferos de muito baixo risco, a vigilância ativa com ultrassom é uma opção reconhecida pelas diretrizes, discutida caso a caso.
Vou precisar tomar hormônio para sempre?
Após a tireoidectomia total, sim. Após a retirada de apenas um lobo, parte dos pacientes não precisa de reposição. Quando a reposição é necessária, a levotiroxina é tomada todos os dias, em jejum, só com água, cerca de 30 minutos antes de se alimentar (em geral, antes do café da manhã). Cálcio, ferro e alguns remédios para o estômago devem ficar a cerca de 4 horas de distância, porque atrapalham a absorção.
Referências
- Jonklaas J et al. Guidelines for the Treatment of Hypothyroidism — American Thyroid Association Task Force on Thyroid Hormone Replacement. Thyroid, 2014.
- Haugen BR et al. 2015 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Thyroid Nodules and Differentiated Thyroid Cancer. Thyroid, 2016.
- National Comprehensive Cancer Network. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology — Thyroid Carcinoma. Versão vigente.
- Brito JP et al. A clinical framework to facilitate risk stratification when considering an active surveillance alternative to immediate biopsy and surgery in papillary microcarcinoma. Thyroid, 2016.
Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou indicação de tratamento.
