

A sialoendoscopia é a endoscopia dos ductos das glândulas salivares. Um endoscópio de cerca de 1 mm entra pelo orifício natural do ducto, dentro da boca, para ver e tratar a causa da obstrução. O objetivo é resolver o problema preservando a glândula.
Quando é indicada?
- Cálculos (pedras) nas glândulas submandibular e parótida.
- Estreitamentos (estenoses) do ducto.
- Inchaços repetidos da glândula durante as refeições sem causa definida.
- Parotidites de repetição, inclusive na infância.
- Investigação de obstruções não esclarecidas pelos exames de imagem.
Como é o procedimento?
O ducto é dilatado delicadamente e o endoscópio é introduzido com soro para abrir caminho. Cálculos pequenos são retirados com cestas ou pinças. Pequeno, aqui, é o cálculo de até cerca de 4 mm na glândula submandibular e de até cerca de 3 mm na parótida, solto dentro do ducto: nesse tamanho ele costuma passar inteiro pelo ducto e sair só com o endoscópio. Cálculos maiores podem ser fragmentados ou retirados com uma pequena incisão complementar, dentro da boca ou à frente da orelha, na chamada abordagem combinada. Estreitamentos são dilatados e, às vezes, recebem um pequeno tubo temporário.
Como é a recuperação?
O inchaço da glândula é esperado por alguns dias. A maioria dos pacientes volta às atividades em um a três dias. Hidratação, massagem da glândula e estímulo da saliva fazem parte dos cuidados.
E quando não dá para preservar a glândula?
Em cálculos muito grandes ou profundos, em glândulas com infecções crônicas e sem função ou quando há tumor, a retirada da glândula pode ser necessária. Na submandibular, isso é feito pela submandibulectomia.
Perguntas frequentes
A sialoendoscopia é feita com anestesia geral?
Pode ser feita com anestesia local ou geral, conforme o caso, a glândula envolvida e a necessidade de técnicas combinadas.
Deixa cicatriz?
Quando feita isoladamente, não há corte na pele, porque o acesso é pelo orifício natural do ducto dentro da boca.
A pedra pode voltar?
Pode. Hidratação adequada e estímulo da saliva ajudam a reduzir esse risco.
Referências
- Koch M, Zenk J, Iro H. Algorithms for treatment of salivary gland obstructions. Otolaryngologic Clinics of North America, 2009.
- Strychowsky JE et al. Sialendoscopy for the management of obstructive salivary gland disease — a systematic review and meta-analysis. Archives of Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 2012.
Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou indicação de tratamento.
