
A microcirurgia de laringe trata lesões das pregas vocais por dentro da boca, sem cortes externos. Com o paciente sob anestesia geral, a laringe é vista ao microscópio, e as lesões são retiradas com instrumentos delicados ou com laser.
Quando é indicada?
- Pólipos, cistos e edema de Reinke que não melhoram com fonoterapia.
- Leucoplasias e outras lesões que precisam de biópsia.
- Papilomatose laríngea.
- Granulomas e estenoses selecionadas.
- Tumores iniciais das pregas vocais, na cirurgia endoscópica com laser.
Nódulos vocais costumam ser tratados com fonoterapia; a cirurgia fica para casos selecionados.
Como é feita?
Um tubo rígido (laringoscópio de suspensão) é posicionado pela boca até a laringe. Com o microscópio, a lesão é retirada preservando ao máximo a camada que vibra para produzir a voz. O laser pode ser usado para cortar com precisão e controlar sangramento em lesões específicas. O material é enviado para análise.
Quais são os riscos?
Dor de garganta transitória, pequenas lesões de dentes, lábios ou língua pelo posicionamento do laringoscópio e, conforme a lesão, cicatriz na prega vocal com alteração de voz.
Como é a recuperação?
Repouso vocal nos primeiros dias, hidratação, controle de refluxo quando presente e fonoterapia. O retorno ao trabalho depende do uso profissional da voz.
Perguntas frequentes
Quanto tempo de repouso vocal?
Varia com a lesão. Em geral, alguns dias de repouso absoluto seguidos de retorno gradual da voz, com orientação fonoaudiológica.
A voz fica igual ou melhor?
O objetivo é melhorar a voz em lesões benignas. O resultado depende da lesão e da recuperação da mucosa, por isso não pode ser garantido.
É preciso internar?
Na maioria dos casos, a alta é no mesmo dia ou no dia seguinte.
Referências
- Stachler RJ et al. Clinical Practice Guideline — Hoarseness (Dysphonia) (Update). Otolaryngology–Head and Neck Surgery (AAO-HNS), 2018.
- Remacle M et al. Proposal for revision of the European Laryngological Society classification of endoscopic cordectomies. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, 2007.
Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou indicação de tratamento.
