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Polipose nasal em Goiânia

Pólipos nasais e sinusite crônica com polipose - sintomas, tratamento clínico, cirurgia endoscópica, imunobiológicos e acompanhamento a longo prazo.

Dr. Daniel Darienzo em microcirurgia da laringe

Polipose nasal é a forma de sinusite crônica em que a mucosa inflamada forma pólipos dentro do nariz e dos seios da face. Causa obstrução nasal, perda do olfato e secreção persistente. É uma doença crônica, que exige tratamento continuado, e a cirurgia é uma das etapas.

Quais são os sintomas?

  • Nariz entupido dos dois lados, contínuo.
  • Diminuição ou perda do olfato e do paladar.
  • Secreção nasal ou escorrendo para a garganta.
  • Pressão na face e cefaleia.
  • Piora da asma, quando associada.

Como é feito o diagnóstico?

Pela endoscopia nasal no consultório e pela tomografia dos seios da face. Exames de sangue e avaliação de asma e de intolerância a anti-inflamatórios ajudam a definir o tipo de inflamação.

Como é o tratamento?

  • Clínico: lavagens com soro, corticoide tópico em spray ou irrigação e cursos curtos de corticoide oral quando indicado.
  • Cirúrgico: a cirurgia endoscópica dos seios da face retira os pólipos e abre os seios da face, o que melhora a chegada do corticoide tópico.
  • Imunobiológicos: medicamentos injetáveis indicados para polipose grave e recorrente com inflamação do tipo 2, conforme critérios das diretrizes.

Já operei e os pólipos voltaram. E agora?

Recidiva é comum e não significa que a primeira cirurgia foi malfeita. A avaliação define se há espaço para revisão cirúrgica, ajuste do tratamento tópico ou indicação de imunobiológico.

Perguntas frequentes

Pólipo nasal é câncer?

Não. Pólipos inflamatórios são benignos. Lesão de um lado só, com sangramento, precisa ser diferenciada de tumores, como o papiloma invertido.

O pólipo volta depois da cirurgia?

Pode voltar, porque a causa é inflamatória. O tratamento de manutenção com corticoide tópico reduz esse risco.

O olfato volta?

Muitos pacientes melhoram o olfato com o tratamento, mas a resposta é variável e pode piorar se a doença retornar.

Referências

  1. Fokkens WJ et al. European Position Paper on Rhinosinusitis and Nasal Polyps 2020 (EPOS 2020). Rhinology, 2020.
  2. Orlandi RR et al. International Consensus Statement on Allergy and Rhinology — Rhinosinusitis 2021. International Forum of Allergy & Rhinology, 2021.

Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou indicação de tratamento.

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