
A submandibulectomia é a retirada da glândula submandibular, localizada abaixo da mandíbula. Hoje, boa parte das obstruções por cálculo é tratada com sialoendoscopia, e a retirada da glândula fica para os casos em que a preservação não é possível ou não é segura.
Quando é indicada?
- Cálculos grandes ou intraglandulares que não podem ser retirados por técnicas de preservação.
- Infecções (sialoadenites) de repetição com glândula sem função.
- Tumores benignos ou malignos da glândula.
- Como parte do esvaziamento cervical em alguns cânceres.
Como é feita a cirurgia?
Com anestesia geral, por uma incisão numa prega do pescoço, alguns centímetros abaixo da mandíbula. A glândula é retirada preservando o ramo do nervo facial que movimenta o canto da boca, o nervo lingual (sensibilidade da língua) e o nervo hipoglosso (movimento da língua).
Quais são os riscos?
- Fraqueza do canto da boca, geralmente temporária.
- Alteração de sensibilidade da língua, rara.
- Sangramento, hematoma e infecção.
- Cálculos residuais no ducto, que podem exigir tratamento pela boca.
Como é a recuperação?
A dor costuma ser leve. A maioria retoma atividades leves em cerca de uma semana, com cuidados simples com o curativo e a cicatriz.
Perguntas frequentes
A boca fica seca sem a glândula submandibular?
Em geral, não de forma perceptível. As demais glândulas salivares compensam a produção de saliva.
Quanto tempo de internação?
Costuma ser de um dia, com dreno por curto período em parte dos casos.
Fica cicatriz?
A incisão fica numa prega do pescoço, abaixo da mandíbula, e tende a ficar pouco visível com o tempo.
Referências
- Koch M, Zenk J, Iro H. Algorithms for treatment of salivary gland obstructions. Otolaryngologic Clinics of North America, 2009.
- National Comprehensive Cancer Network. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology — Head and Neck Cancers (Salivary Gland Tumors). Versão vigente.
Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou indicação de tratamento.
