Cabeça e Pescoço · Doença

Doenças das glândulas salivares

Pedra na glândula salivar (sialolitíase), glândula submandibular inchada, infecções e estreitamentos do ducto. Diagnóstico e opções de tratamento com preservação da glândula.

Equipe cirúrgica em procedimento de cabeça e pescoço

A causa mais comum de glândula salivar inchada é a obstrução do ducto por uma pedra (sialolitíase) ou por um estreitamento. O sinal típico é o inchaço embaixo da mandíbula ou à frente da orelha durante as refeições. Hoje, boa parte desses casos pode ser tratada por dentro do ducto, sem retirar a glândula.

Glândula submandibular inchada: o que pode ser?

  • Cálculo salivar: cerca de 80% ocorrem na glândula submandibular, embaixo da mandíbula.
  • Estreitamento (estenose) do ducto: mais comum na parótida.
  • Infecção (sialoadenite): inchaço com dor, vermelhidão e, às vezes, pus na boca.
  • Doenças autoimunes, como a síndrome de Sjögren.
  • Tumores, que costumam crescer de forma contínua, sem relação com as refeições.

Como é feito o diagnóstico?

O exame físico e o ultrassom identificam a maioria dos cálculos. A tomografia e a sialorressonância ajudam em casos selecionados. A própria sialoendoscopia confirma e trata ao mesmo tempo.

Como é o tratamento? Dá para não retirar a glândula?

Em muitos casos, sim:

  • Sialoendoscopia: um endoscópio muito fino entra pelo orifício natural do ducto, dentro da boca, para retirar cálculos e dilatar estreitamentos.
  • Abordagem combinada: para cálculos maiores, a sialoendoscopia é associada a uma pequena incisão dentro da boca ou à frente da orelha.
  • Submandibulectomia: retirada da glândula submandibular quando as técnicas de preservação não são possíveis, após infecções de repetição ou em tumores.

A escolha depende do tamanho e da posição do cálculo, que são avaliados nos exames. Em geral, cálculos de até cerca de 4 mm na submandibular e de até cerca de 3 mm na parótida podem ser retirados só pela sialoendoscopia; os maiores costumam precisar de fragmentação ou da abordagem combinada.

Perguntas frequentes

Pedra na glândula salivar é perigoso?

Não é câncer, mas pode causar infecções repetidas e abscesso. Por isso, cálculos sintomáticos costumam ser tratados.

A pedra sai sozinha?

Cálculos pequenos (de poucos milímetros), perto da saída do ducto, às vezes saem com estímulo de saliva e massagem. Os maiores ou mais profundos geralmente precisam de procedimento.

Por que a glândula incha quando como?

Ao comer, a glândula produz saliva. Se o ducto está obstruído, a saliva fica represada e a glândula incha, melhorando aos poucos depois da refeição.

Referências

  1. Koch M, Zenk J, Iro H. Algorithms for treatment of salivary gland obstructions. Otolaryngologic Clinics of North America, 2009.
  2. Marchal F, Dulguerov P. Sialolithiasis management — the state of the art. Archives of Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 2003.

Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou indicação de tratamento.

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