Cabeça e Pescoço · Pós-operatório

Pós-operatório de esvaziamento cervical

Cuidados após o esvaziamento cervical - dreno, dor e fraqueza no ombro, fisioterapia, dormência do pescoço, inchaço, alimentação e retorno ao trabalho.

Dr. Daniel Darienzo em cirurgia sob o foco cirúrgico

O esvaziamento cervical exige alguns cuidados específicos, principalmente com o dreno e com o ombro. As orientações abaixo são gerais e não substituem as instruções individuais entregues na alta.

Sinais de alerta

  • Inchaço rápido no pescoço ou falta de ar.
  • Líquido leitoso no dreno ou aumento súbito do volume drenado.
  • Febre, vermelhidão crescente ou secreção na ferida.

Dreno

Fica por alguns dias e é retirado quando o volume diminui. Se o paciente for para casa com dreno, recebe orientação para anotar o volume diário e esvaziar o reservatório.

Ombro

Quando o nervo acessório é manipulado, podem surgir dor e dificuldade para elevar o braço acima da cabeça. A fisioterapia precoce melhora a força e a amplitude. Evite carregar peso do lado operado nas primeiras semanas.

Dormência e inchaço

A pele do pescoço e da orelha pode ficar dormente, com melhora parcial ao longo de meses. O inchaço abaixo do queixo é comum, sobretudo quando os dois lados foram operados, e tende a regredir.

Cicatriz

Mantenha a ferida limpa e seca nos primeiros dias. Proteja a cicatriz do sol no primeiro ano.

Trabalho e atividades

Depende da cirurgia associada e da necessidade de radioterapia. Após esvaziamento isolado, atividades leves costumam ser retomadas em duas a três semanas.

Perguntas frequentes

Quando começa a fisioterapia do ombro?

Exercícios leves de amplitude costumam começar após a retirada do dreno, com progressão orientada pelo fisioterapeuta.

O inchaço embaixo do queixo é normal?

Algum inchaço é esperado e melhora em semanas. Drenagem linfática e fisioterapia podem ser indicadas para o linfedema.

O dreno está saindo líquido leitoso. É normal?

Não. Líquido leitoso pode indicar fístula linfática. Avise a equipe imediatamente.

Referências

  1. Robbins KT et al. Neck dissection classification update. Archives of Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 2008.
  2. McNeely ML et al. A randomized controlled trial of progressive resistance exercise training in head and neck cancer survivors. Cancer, 2008.

Conteúdo educativo. Não substitui a consulta médica nem estabelece diagnóstico ou indicação de tratamento.

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